sexta-feira, 10 de julho de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Belos dias me assustam.
Coincidência ou não, as maiores desgraças de que eu já ouvi falar aconteceram em um belo dia. O que eu, particularmente, sempre achei muito estranho. Afinal, uma noite feia (com chuva, raios, trovões e lobos uivando por toda parte) me parece bem mais apropriada para catástrofes que um dia bonito com seus pássaros cantores e crianças sorridentes.
Ainda assim, o ponto nodal de qualquer história sempre me foi anunciado por “até que em um belo dia...”. Seis palavrinhas que passavam quase que despercebidas, “usadas para arredondar um período”, já me afirmaram alguns, ou então, “servem para ligar dois fatos em uma narrativa”, teorizaram outros. Mas não, para mim elas representam O Mal! Guardam em si um poder que pouquíssimas outras expressões possuem. Depois de tidas, colega, não tem mais como voltar atrás. Nosso cérebro dá até um clique pra gente saber que dali em diante é ladeira a baixo na certa.
Mas eu já saquei qualé. O objetivo é pegar o caboclo desprevenido. Pensa que tá tudo muito bom, que tá tudo muito bem, mas, de repente, PIMBA! a vida dá um centoeoitenta (pra pior, claro!) e o sujeito desmorona todo.
Acabei de ligar para o trabalho, aleguei conjuntivite. Não saio de casa, não atendo telefone, não ligo TV nem rádio; não abro correspondência, não recebo visita e não quero ler nem scrap. Café da manhã: 2 comprimidos de RIVOTRIL e um DRAMIM para ajudar a descer. Viver? Hoje não, obrigado. Tenho medo. Motivo: tá fazendo o dia mais bonito que meus olhos já viram.
- Dinho Marques -
Ainda assim, o ponto nodal de qualquer história sempre me foi anunciado por “até que em um belo dia...”. Seis palavrinhas que passavam quase que despercebidas, “usadas para arredondar um período”, já me afirmaram alguns, ou então, “servem para ligar dois fatos em uma narrativa”, teorizaram outros. Mas não, para mim elas representam O Mal! Guardam em si um poder que pouquíssimas outras expressões possuem. Depois de tidas, colega, não tem mais como voltar atrás. Nosso cérebro dá até um clique pra gente saber que dali em diante é ladeira a baixo na certa.
Mas eu já saquei qualé. O objetivo é pegar o caboclo desprevenido. Pensa que tá tudo muito bom, que tá tudo muito bem, mas, de repente, PIMBA! a vida dá um centoeoitenta (pra pior, claro!) e o sujeito desmorona todo.
Acabei de ligar para o trabalho, aleguei conjuntivite. Não saio de casa, não atendo telefone, não ligo TV nem rádio; não abro correspondência, não recebo visita e não quero ler nem scrap. Café da manhã: 2 comprimidos de RIVOTRIL e um DRAMIM para ajudar a descer. Viver? Hoje não, obrigado. Tenho medo. Motivo: tá fazendo o dia mais bonito que meus olhos já viram.
- Dinho Marques -
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